terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A descoberta do outro

As nossas escapadelas começaram a ser regulares. Quase sempre á hora de almoço, ou quando tinha mesmo que ser...
Num escritório exíguo, na secretária, em almofadas de sofá alinhadas no chão, tudo servia para soltarmos a nossa ansiedade, o desejo do outro, de início demasiado ofegante, de desejo...
Percebemos que tinhamos ambos as fantasias dos brinquedos para adultos. Daí até adquirir um dildo, foi um passo...
Começou a fazer parte das nossas brincadeiras. De um tamanho apreciável, ela hesitava entre e receio de o introduzir no seu corpo e a atracção irresistível que nitidamente a fascinava. Acabava por não resistir e apesar da dor inicial, tentar que a penetrasse até ao limite do suportável. com o tempo passou a ser o nosso companheiro de aventuras...
O desafio do sexo anal invadia-nos os pensamentos. comprámos um apropriado para o ir explorando até que consumássemos a nossa fantasia.
Adorávamos exibirmo-nos mútuamente, acariciávamo-nos, masturbávamo-nos, por vezes até ao orgasmo.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Visita ao escritório

Telefonema a combinar. Escapadela à hora de almoço. Escritório num edifício antigo das avenidas novas. Bati. Instantes depois, abriu-se a porta e o contacto foi imediato. Encostei-a contra a parede do longo corredor e senti pela 1ª vez a perfeição do seu corpo moldado pela prática regular de natação. Tremia. Muitos meses/anos sem sentir algo semelhante tornara-me num ser descontrolado. A juntar a isto, a tensão acumulada provocada pela antecipação do encontro. Ela percebeu e fez-me saber. Tinhamos que ir um passo de cada vez. E foi isso que fizémos nos encontros seguintes...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reunião de trabalho

Tudo começou quando me solicitaram uma reunião de trabalho com o objectivo de apresentarem a empresa. A finalidade era passarem a ser nossos fornecedores. No dia marcado  eis que surge a sócia gerente. Elegante, bonita e super sensual. Soube mais tarde que enquanto me dirigia à sala ia-me a "morder" o rabo...
A conversa passou rápidamente de questões profissionais para outras de indole pessoal.
Relacionamento arrasado pelo nascimento de um filho e as discórdias consequentes. Pelo sexo quase diário e obrigatório, mesmo quando não se percebia a mínima lubrificação natural onde ela se torna mais necessária, tipo vazá-los e já está!
O meu deteriorado por consumo excessivo e uma depressão por curar acompanhada da consequente abstinência sexual.

E pronto, tudo misturado e click!

Uns dias depois um convite para um café, umas férias passadas com escapadelas constantes para poder ligar e trocar mensagens.

No regresso uma visita ao seu escritório, mas isso fica para relatar a seguir...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Uma relação inesquecível.

Foi depois de uma relação de 13 anos (6 de casamento), que conheci alguém que mudou a minha vida por completo. Alguém que se identificava comigo de tal maneira que me levou a ter a possibilidade de disfrutar dos melhores anos da minha vida em termos de cumplicidade, paixão, desejo, amor, sexo, tudo isto aliado a  valores raros, autênticos e superiores como justiça, generosidade, amizade, lealdade, persistência, espírito de sacrifício, de luta, mãe preocupada e presente, empreendedora enfim, tudo o que faz de um ser humano uma pessoa maravilhosa e que nos marca para o resto das nossas vidas...
Foi por isto me ter acontecido que tive a oportunidade de me tornar na pessoa que sou e querer partilhar neste espaço as experiências que tive com esse ser maravilhoso e após esse período fantástico da minha vida.
A delicadeza do corpo feminino. A suavidade do toque. Algo inestimável...

A dificuldade em reconhecer...

Porque será que sentimos uma enorme dificuldade em assumir os nossos sonhos, fantasias, partilhá-los com alguém.
Vergonha, preconceito?
Será que somos assim tão diferentes ao ponto de pensarmos :

"- Não, não pode ser. Ninguém deverá pensar como eu. Qualquer pessoa dita "normal" não deverá ter este tipo de pensamentos ou atitudes. Que vergonha, o melhor é não contar isto a ninguém"

Será que não temos o direito de "voar" nas asas da nossa imaginação?
De sair do comportamento dito "normal" sem sermos considerados um desvio, alguém que precisa de ajuda, que tem uma mente com reflexos disto e daquilo?
O que podemos fazer para mudar este status quo?

A verdade é que, quando temos a invulgar possibilidade de conhecer alguém com quem nos sentimos à vontade para falar de certos aspectos da nossa intimidade, e lhe confessamos algo menos aceitável socialmente, percebemos não raras vezes que esse alguém também tem algo para nos contar em tudo semelhante à experiência/pensamento que acabámos de revelar. Afinal parece que não estamos sózinhos...